Como surgiu a Caneta Esferográfica?

16/11/2021 11:50


Como surgiu a Caneta Esferográfica?

Ao longo de sua trajetória no planeta, a humanidade encontrou formas diferentes de comunicação. As sociedades se expressaram por meio da oralidade, de símbolos e de desenhos, até que a escrita surgiu. Uma das primeiras maneiras de trocar mensagens e registrar experiências foi a pintura rupestre. Estudiosos já encontraram, em paredes de cavernas pelo mundo, gravações que datam de 40 mil anos atrás.

Pintura Rupestre.


Em torno do ano 4.000 a.C., o homem já sulcava as superfícies com utensílios de osso ou de bronze. No ano 3.000 a.C., os egípcios e os chineses usavam para escrever finíssimos pincéis e canetas de junco (caniços talhados), feitas de grama tubular oca do pântano, especialmente bambu, onde a extremidade do tubo era afiada na forma de uma ponta de caneta e o tubo preenchido com fluido de escrita.

 

Caneta de junco (3.000 a.C).

Em 1.300 a.C. os romanos desenvolveram uma forma de escrever na cera e para isso usavam um estilete de metal (stilus). Os escribas da Ásia e os Anglo-saxões também usavam a mesma técnica.

A pena de ganso e de outras aves (corvo, águia, coruja, falcão, peru) foi o instrumento de escrita mais usado no ocidente desde o século VI até o início do século XIX. As penas eram secas para descartar quaisquer óleos presentes nelas que interagiam com a tinta e cortadas com uma faca para afiá-las, formando a ponta da caneta.A pena mais comum era a de ganso, as de cisne, bem mais caras, eram para ocasiões especiais e, para fazer linhas finas, a pena de corvo era a melhor. O uso das penas de aves para escrever exigia muito tempo para prepara-las, precisavam ser constantemente apontadas e sua durabilidade era curta, de uma semana.

  Gerrit Dou (1613 - 1675). Afiando uma caneta de pena (1630-5).


No final do século XVIII apareceram as penas de metal, mas elas só se popularizaram depois de 1850, quando se tornaram mais resistentes com a adição de metais como irídio e ródio. Desde o século XVII verifica-se várias tentativas de produzir uma caneta que tivesse reservatório de tinta. Embora em 1819 John Scheffer tenha produzido sua primeira caneta tinteiro e em 1832 John Jacob Parker tenha feito a primeira caneta auto-recarregável, só em 1884 quando Lewis Waterman patenteou sua caneta "Ideal" é que se produziu uma caneta tinteiro que não vazava, a qual parece ter atingido um segmento expressivo de usuários.

Projeto de caneta-tinteiro com três canais de tinta original patenteado
por Lewis Edson Waterman em 1844.


Os avanços que se seguiram encontraram novos materiais e soluções cada vez mais práticas e limpas para encher o reservatório de tinta. Até a década de 1960 as canetas tinteiro foram instrumentos de escrita de uso cotidiano, embora seu uso na escola fosse restrito aos alunos de famílias mais abastadas, pois era muito mais cara que as canetas de pena metálica.

Em 1938 o jornalista húngaro László Biró, junto com seu irmão György, criou uma caneta recarregável com ponta em forma de esfera móvel que ao girar distribuía tinta de modo uniforme no papel conhecidas originalmente como Canetas Biromes. Biró patenteou e começou a fabricar sua caneta esferográfica na Argentina, onde se fixou a partir de 1940.

Propaganda na revista argentina "Leoplán" de 1945 da primeira caneta
esferográfica comercial, da marca Birome.

Em 1945 as primeiras canetas esferográficas foram vendidas com muito sucesso no mercado americano, mas como não funcionavam bem logo caíram no esquecimento. Em 1949 o barão francês Marcel Bich introduziu a esferográfica "Bic" na Europa e em 1958 entrou no mercado americano comprando a Waterman Pen Company. Em 1959, com campanha publicitária de TV, a caneta esferográfica Bic foi vendida nos Estados Unidos por 29 centavos. A caneta Bic chegou ao Brasil em 1961 e por seu baixo custo substituiu as penas metálicas que ainda eram usadas na escola. A caneta esferográfica revolucionou os hábitos de escrita de milhões de pessoas em todo o mundo. Na mesma época (1962) a caneta de ponta de fibra foi inventada no Japão.

Canetas Esferográficas Bic

Caneta Esferográfica

Esse tipo de caneta traz uma pequena esfera na sua ponta, que conforme deslizamos sobre o papel, distribui a sua tinta. Com opções de diversas cores, ela traz uma tinta à base de óleo, que dura muito, não mancha e resiste à água. Essa opção de caneta é ideal para escritas encontradas na nossa rotina, para anotações diversas, para estudantes e para trabalho, como é o caso de escritórios diversos. Você pode ver uma hoje mesmo no bolso da camisa de alguém, no balcão de um estabelecimento.

O motivo é que podemos escrever bastante com ela sem desconforto, porque não é preciso fazer muita pressão no papel, por sua tinta leve e de pouca viscosidade. Além de ser um modelo com ótimo custo-benefício.

Atualmente, existem diferentes tipos de caneta que atendem à mais diversas funções de escrita, seja no cotidiano estudantil, seja no âmbito profissional. Embora a Internet esteja anunciando uma nova era digital, a caneta continua sendo uma parte essencial da vida doméstica e no escritório de cada um. Esferográfica, gel ou mesmo de feltro, há muitas possibilidades de escolha quando estamos falando de tipos de canetas.

E aí, gostou do post? Deixe nos comentários quais os tipos de canetas que você mais usa, vamos adorar saber!

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Referências:
História, Caneta. Disponível em: <https://www.wikiwand.com/pt/Caneta#/Historia> Acesso em: 16/11/2021.
Tipos de Caneta. Disponível em: <https://shopee.com.br/blog/tipos-de-canetas/> Acesso em: 16/11/2021.
Resumo, Caneta. Disponível em:<http://www.crmariocovas.sp.gov.br/txt_html/mem/obj/obj_a/caneta.php> Acesso em: 16/11/2021.

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